Velas de Ignição

A vela de ignição é um eletrodo isolado, que conectado através de um cabo blindado a bobina de ignição, recebe uma tensão média entre 20.000 e 30.000 Volts, provocando uma centelha dentro da câmara de combustão.

Composição

  1. Pino ou Terminal (metal);
  2. Isolante (fabricado em cerâmica);
  3. Carcaça (metal bicromatizado);
  4. Vedador (metal macio);
  5. Eletrodo Massa (liga de níquel);
  6. Eletrodo Central (cobre com liga de níquel na extremidade).

Localização

Função & Funcionamento

Função - É gerar uma centelha entre seus eletrodos, internos a câmara de combustão, provocando a queima controlada da mistura ar/combustível.

Funcionamento – Recebendo da bobina de ignição, através dos cabos de vela, uma corrente aproximada de 60 mA, e uma tensão próxima de 40.000 Volts, a corrente é conduzida através do eletrodo principal, até sua extremidade, onde devido a tensão, é vencida a rigidez dielétrica do ar, provocando uma centelha entre os eletrodos.

Exposta a situações como:

  1. Isolar tensões na ordem de 40.000 Volts;
  2. Resistir a temperaturas aproximadas de 1.000 graus Celsius;
  3. Resistência mecânica, capaz de resistir a 100 bar de pressão;
  4. Resistir a choques térmicos e ataques químicos.

Grau Térmico

É a capacidade da vela em dissipar o calor gerado pelas combustões.

Em velas quentes, a dissipação do calor é mais lenta, já para velas frias, a necessidade de dissipar o calor é mais breve, (razão de cada motor apresentar a necessidade de velas de ignição com grau térmico específico).

Códigos de Velas de Ignição

As velas são classificadas através de códigos específicos, que determinam:

  1. Grau térmico;
  2. Tipo de eletrodos;
  3. Comprimento de roscas e diâmetros;
  4. Materiais;
  5. Tipo de construções.

Carbonização

A carbonização é o acumulo de resíduos da combustão, (carvão), na extremidade da vela. A produção de resíduos de combustão em etanol e GNV são menores devido a característica química combustível, que possui menores cadeias de carbono.

Principais fatores que facilitam a carbonização de uma vela:

  1. Aplicação de vela com grau térmico errado;
  2. Motor queimando óleo lubrificante;
  3. Uso de veículos em baixas rotações por longos períodos.

Pré Ignição

É a inflamação da mistura, (ar + combustível), antes da centelha da vela. Esta inflamação geralmente é provocada, através de um ponto quente localizado, no interior da câmara de combustão.

Principais fatores:

  1. Taxa de compressão muito alta;
  2. Arrefecimento insuficiente.

Sintomas & Vida Útil

Sintomas:

  1. Partida do motor mais difícil;
  2. Motor falhando;
  3. Prejuízos na performance do motor;
  4. Emissões de poluentes amplificada;
  5. Consumo de combustível.

Vida Útil:

Recomendamos substituir o conjunto de velas de ignição entre 10 e 20 mil quilômetros.

* Consulte o manual do Fabricante do seu veículo.

Descrição de Montagem

* Devido a características construtivas, respeitar as montagens.

Recomendações na instalação das velas:

  1. Primeiro passo, examine se é a vela indicada para seu veículo;
  2. Antes de instalar, examine a folga entre eletrodos;
  3. Garanta o perfeito alinhamento entre as roscas da vela de ignição e o cabeçote do motor;
  4. A aplicação do torque deve ser delicada, consulte a tabela o fabricante, e aplique através de torquímetro.

Mitos & Verdades

Na aplicação de velas de ignição em motores alimentados por GNV, devo diminuir a folga dos eletrodos? Não.

Para motores modificados através da instalação de turbo compressores, é necessário substituir as velas de ignição? Sim.

Um pouco de História

Em 1860, Étienne Lenoir usou uma vela de ignição elétrica no seu motor a gás, o primeiro motor de pistão de combustão interna, e é creditado a ele a invenção da vela de ignição. As patentes iniciais para velas de ignição incluíram as de Nikola Tesla (1898), Richard Frederick Simms (1898) e Robert Bosch (1898). Mas a primeira vela de ignição de alta tensão comercialmente viável, foi do engenheiro da Robert Bosch.

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